23 de Janeiro – Dia Internacional da Medicina Integrativa

Terapias alternativas e o uso de plantas medicinais seguem vivos no interior gaúcho

No dia 23 de janeiro, é celebrado o Dia Internacional da Medicina Integrativa, uma data que convida à reflexão sobre práticas de cuidado que unem o conhecimento científico da medicina convencional com terapias tradicionais, naturais e complementares. No interior do Rio Grande do Sul, essa integração não é novidade — ela faz parte da cultura, da história e do cotidiano de muitas famílias.

Muito antes dos medicamentos industrializados chegarem às prateleiras das farmácias, o povo do campo já cuidava da saúde com aquilo que a terra oferecia: chás, ervas, raízes e plantas medicinais, passadas de geração em geração.

Sabedoria popular que atravessa gerações

Camomila para acalmar, erva-doce para a digestão, marcela colhida na Sexta-feira Santa, carqueja para o fígado, poejo para a gripe. No interior gaúcho, essas práticas seguem vivas, especialmente entre agricultores, comunidades rurais e pessoas mais velhas, que aprenderam com pais e avós a reconhecer o poder terapêutico das plantas.

Essa sabedoria popular, muitas vezes vista apenas como “crendice” no passado, hoje ganha reconhecimento científico, sendo estudada por universidades e integrada a políticas públicas de saúde, como as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) do SUS.

O que é Medicina Integrativa?

A Medicina Integrativa propõe um cuidado mais amplo com o ser humano, considerando corpo, mente, emoções e estilo de vida. Ela não substitui a medicina tradicional, mas atua como complemento, utilizando terapias como:

  • Fitoterapia (uso de plantas medicinais)
  • Acupuntura
  • Reiki
  • Aromaterapia
  • Meditação
  • Yoga
  • Terapias manuais e energéticas

No interior, mesmo sem esse nome técnico, muitas dessas práticas já eram aplicadas naturalmente, como o repouso orientado, os chás específicos para cada sintoma e o cuidado emocional aliado à fé.

🌾 Interior gaúcho: saúde que brota da terra

Em cidades pequenas e comunidades rurais, onde o acesso a serviços médicos nem sempre foi fácil, a medicina natural sempre teve papel fundamental. Além de cuidar da saúde, essas práticas fortalecem o vínculo com a terra, com a natureza e com a identidade cultural gaúcha.

Hoje, o desafio é manter esse conhecimento vivo, aliando tradição e ciência, respeitando os limites de cada tratamento e incentivando o uso consciente e seguro das plantas medicinais.

Cuidar do corpo é também cuidar da cultura

Celebrar o Dia Internacional da Medicina Integrativa é reconhecer que saúde vai além de remédios: envolve escuta, prevenção, equilíbrio e respeito às raízes culturais.

No interior do Rio Grande do Sul, a medicina integrativa não é tendência — é herança. Uma herança que segue sendo cultivada nos quintais, nos chás quentes ao entardecer e na confiança de que a natureza, quando bem orientada, também cura.